As consequências do trabalho informal as nações em desenvolvimento

2021-09-09
As consequências do trabalho informal as nações em desenvolvimento

 

O grande número de desempregados e a necessidade de sobreviver criaram uma massa de trabalhadores em empregos sem registros formais

O trabalho informal é um dos propulsores da economia de diversos países da América Latina. Apesar de ser o responsável por 70% das ocupações dos países emergentes, de acordo com o relatório do Banco Mundial, a modalidade nos mostra a realidade de economias frágeis e com pouca capacidade de geração de postos de trabalho formais. É preciso ressaltar que a situação foi agravada pela crise causada pela pandemia de Covid-19. Mas a informalidade pode dificultar a retomada do crescimento econômico? Como devo me preparar para buscar uma colocação no mercado formal ou apostar no meu sonho de empreender?

Cada vez mais presente na sociedade, com destaque para os países em desenvolvimento, o mercado informal é resultado de variáveis, entre elas o desemprego estrutural e o desemprego conjuntural, que convergem para termos os números atuais de trabalhadores fora do mercado formal. É fato que, ao longo das últimas décadas, o avanço tecnológico extinguiu diversos postos de trabalho (desemprego estrutural) que eram ocupados por profissionais com baixa escolaridade e, por consequência, não conseguiram se reposicionar no mercado. Assim como há crises econômicas, migratórias, sanitárias e afins que levam a necessidade de readequação das empresas aos cenários que são desafiadores e, geralmente, acarretam no enxugamento da folha de pagamentos (desemprego conjuntural).

É importante esclarecer que o cidadão que atua na informalidade não está empreendendo de forma consciente. Em muitos casos, ele está apenas buscando o mínimo para a sobrevivência. Não obstante, entre as principais vantagens da única opção disponível está a geração rápida de renda. O governo Federal, através do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, inclusive, acredita que o modelo de Microempreendedor Individual – programa que desburocratiza a legalização de novos negócios – não deve ser aplicado aos trabalhadores do mercado informal. O secretário acredita que o governo precisa investir em programas sociais de capacitação para que o profissional que busque novas oportunidades de trabalho.

A preocupação dos órgãos públicos com a informalidade no mundo e no Brasil tem razões fundamentadas que irão afetar o crescimento dessas localidades. Primeiramente porque trabalhadores não registrados não pagam impostos, o que afeta diretamente a arrecadação de tributos e, consequentemente, diminui o poder de investimento do Poder Executivo. Soma-se a isso a falta de informações para entender o momento do mercado, uma vez que se torna mais complexo tal aferimento de dados.

Aos trabalhadores informais os desafios são ainda maiores por não poder contar com qualquer incentivo público por causa da falta de registro. Tal qual, por não serem legalizados junto aos órgãos competentes, as instituições privadas não oferecem linhas de crédito para que esse público possa investir em seu negócio. Diante de tal cenário, faltam recursos financeiros para que esse grupo aplique no treinamento próprio e ou na expansão do próprio negócio. Com isso, a competição com empresas legalizadas se torna ainda mais difícil.

Invista em capacitação profissional

Com a rápida evolução das ferramentas do mercado de trabalho, a capacitação constante se tornou fator primordial para se manter com um emprego formal ou até mesmo na condução de uma empresa informal ou não. Entre as exigências mínimas está a fluência em idiomas. Pensando em oferecer uma capacitação com metodologia diferenciada e exclusiva com tecnologia aplicada, Ana Zalcberg desenvolveu a Espanhol Fluente. Criada em 2006, os cursos são sob medida para os mais diversos públicos garantindo resultados acima dos registrados nos métodos convencionais.

Por fim, invista no seu sonho – seja na busca de um emprego formal ou empreendendo de forma consciente. A situação econômica da região impõe grandes desafios, mas ainda assim é possível alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.

 

 
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