Mercosul oferece grandes possibilidades de negócios para empresas brasileiras

2019-09-12
Mercosul oferece grandes possibilidades de negócios para empresas brasileiras

 

O Brasil, até mesmo por falar outro idioma, manteve-se afastado dos demais países da América Latina por muito tempo. A globalização fez com que nos uníssemos a nossos vizinhos para que, assim, tivéssemos a força competitiva necessária.

Dessa forma, em 1991, foi criado o Mercosul, um bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Os chamados Estados Parte administram e tomam decisões de interesse comum. Outras sete nações (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Guiana e Suriname) fazem parte do bloco como países associados. Eles podem participar de reuniões, mas não se beneficiam, por exemplo, da isenção de alíquotas nos impostos.

Do ponto de vista econômico, o Mercosul é uma união aduaneira que tem como principal objetivo a livre circulação de bens e serviços entre os países membros. Além disso, o Mercosul conta com uma Tarifa Externa Comum, ou seja, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai praticam a mesma taxa de transações comerciais com outros países. Nesse sentido, a união das economias regionais garante mais igualdade e competitividade com o mercado internacional.

Dentro do bloco ainda há uma coordenação comum de políticas macroeconômicas e de determinados setores, como energia, o que demanda a harmonização de legislações nas áreas pertinentes.

Em números, o Mercosul significa:

  • um território de 14.869.775 km²;
  • uma população de 295 milhões de pessoas;
  • a 5ª economia mundial;
  • US$ 824 milhões em projetos de infraestrutura financiados pelo Mercosul.

Relação do Brasil com países do Mercosul

Nesses quase 30 anos de existência, a união regional entre os países membros se fortaleceu e o Brasil ganhou muito com isso. Em 2018, o Brasil exportou US$ 20,8 bilhões em produtos para os países do bloco.

Hoje, a indústria automotiva brasileira é a mais beneficiada pelo acordo e tem a Argentina como principal mercado externo.

Dos cinco produtos mais exportados pelo país dentro do bloco em 2018, todos envolvem o setor:

  • automóveis de passageiros: US$ 4,1 bilhões (20% do total);
  • óleos brutos de petróleo: US$ 1,24 bilhão (6%);
  • veículos de carga: US$ 1,23 bilhão (5,9%);
  • partes e peças para automóveis e tratores: US$ 1,08 bilhão (5,2%);
  • tratores: US$ 528,7 milhões (2,5%).

É verdade que a crise na Argentina fez com que as exportações sofressem uma queda no começo desse ano. Mas vale lembrar que se houvesse cobrança de alíquota as vendas brasileiras teriam caído ainda mais.

De fato, a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil em nível mundial, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Em 2018, exportações para o vizinho representaram 71% do total do Mercosul. Só neste ano, entre janeiro e julho, o país vendeu US$ 5,98 bilhões para a Argentina, cerca de 4,6% de toda exportação nacional no semestre.

Nosso país também importa da Argentina. De acordo com a Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), 50% do trigo consumido no Brasil é importado e, dessa quantidade, 88% vêm da Argentina (3,4 milhões das 3,8 milhões de toneladas importadas). Na prática, isso significa que sem o acordo comercial do Mercosul nosso pãozinho certamente custaria mais caro.

Para o Paraguai, o Brasil também é um parceiro fundamental. O Mercosul possibilitou que o país enviasse para cá mais de 30% do total das exportações paraguaias (considerada a energia de Itaipu não consumida pelo Paraguai e comprada pelo Brasil).

Além disso, a presença de empresas brasileiras no país é cada vez maior. Nos últimos cinco anos, os brasileiros abriram 7 de cada 10 novas indústrias no país. A Estrela, por exemplo, deixou sua planta na China e se instalou no Paraguai.

Com o Uruguai, nossa relação comercial também é importante. O país para onde o Uruguai mais exporta é o Brasil (19,3%). Entre os produtos estão o sulfato de celulose química e a carne bovina.

Oportunidades no Mercosul

As empresas estão cada vez mais atentas ao fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e os demais países do Mercosul. Sendo assim, os executivos precisam estar preparados para atuarem nesse mercado.

Além de conhecer as especificidades da legislação e da maneira de negociar, esse profissional precisa, sem dúvida, falar espanhol fluentemente, afinal essa é a língua oficial do Mercosul.

Para se ter uma ideia da importância disso, um gerente fluente em espanhol recebe, em média, 29,7% a mais do que um profissional sem esse conhecimento. Por outro lado, apenas 9% dos executivos brasileiros dominam o idioma. Ou seja, além de essencial nas negociações, o espanhol pode alavancar a carreira de profissionais.

Mas não basta incluir o espanhol no currículo. Hoje, a necessidade da língua estrangeira dentro das empresas é real. Em uma entrevista ou reunião ficará claro se o executivo domina a língua ou se faz parte dos que apelam para o “portunhol”, inadmissível no mundo dos negócios.

O Mercosul também é uma possibilidade para quem quer dar início a uma carreira internacional. Todo brasileiro pode morar na Argentina, Uruguai e Paraguai sem a necessidade de visto. Basta juntar os documentos necessários (como RG, certidão negativa de antecedentes criminais, carteira de vacinação, entre outros), fazer o agendamento online e comparecer a um dos escritórios consulares do país de interesse no Brasil.

Nesse caso, mais uma vez falar espanhol é fundamental. Por isso, se você planeja viajar ou trabalhar em outro país, conte com a Espanhol Fluente para auxiliá-lo. Temos muita experiência no que se refere à capacitação de profissionais no idioma, o que inclui os aspectos culturais.

Aliás, o objetivo desses artigos é exatamente compartilhar com nosso público temas relacionados ao mundo dos negócios e à cultura ligada ao idioma, assim como fazemos nas aulas.

Continue acompanhando nossas publicações e conheça um pouco mais da riqueza cultural dos países que falam espanhol. Assim, você se sentirá em casa quando viajar a negócios ou a lazer.

 
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