Startups latino-americanas driblam crise e apresentam melhor desempenho em 2019

2019-11-25
Startups latino-americanas driblam crise e apresentam melhor desempenho em 2019

 

A América Latina passa, nesse momento, por instabilidades políticas que têm se refletido no cenário econômico. Sem o crescimento esperado, setores encolhem, mas, por outro lado, alguns mercados mostram que é possível driblar o problema e se reinventar, e despontam mesmo em meio a uma situação à primeira vista adversa.

Para se ter uma ideia, 2019 foi o melhor ano para as startups na América Latina. A região, que começou a chamar a atenção após o surgimento de empresas como a fintech Nubank e o serviço de entregas Rappi (que, em outros países, já funciona como plataforma de pagamento), ficou ainda mais em evidência quando, em março, o SoftBank anunciou a criação de um fundo de US$ 5 bilhões para auxiliar no crescimento dos negócios locais e fomento de novas startups no setor.

Segundo dados da Associação de Investimento de Capital Privado na América Latina (LAVCA, em inglês), o investimento de venture capital em startups latino-americanas no primeiro semestre de 2019 totalizou US$ 2,6 bilhões, divididos em 160 transações. Para comparação: em todo o ano de 2018, foram arrecadados US$ 2 bilhões distribuídos em 463 transações.

Colômbia, Brasil e México representam 91,9% dos dólares investidos na região durante o primeiro semestre e 84,9% dos negócios fechados entre investidores e fundadores. A Colômbia assumiu a dianteira de investimentos por conta do aporte de US$ 1 bilhão recebido em maio pela startup Rappi via SoftBank.

Os números do LAVCA para o segundo semestre só devem ser divulgados em março do ano que vem. A crise na América Latina deve ter um peso, mas só a estreia do conglomerado japonês SoftBank na região já igualou o número de investimentos de ventures de capital do ano passado e indica que 2019 terá um novo recorde.

Fintechs

E por falar em novos negócios, a pesquisa divulgada pela LAVCA revelou que as fintechs foram o setor que mais movimentou ofertas de investimento na região nos últimos dois anos. Alguns grandes bancos já contam com suas próprias fintechs e os que não têm já se associaram a algumas delas. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, as fintechs cresceram mais de 50% em dois anos na América Latina, em 2019. O Brasil já tem 550 fintechs, seguido do México, com 394, e da Argentina, com 140.

No modelo atual, as instituições financeiras estão deixando de trabalhar em serviços satélites para trabalhar em serviços ‘core’. Ou seja, estão abrindo suas APIs (Application Programming Interface) para as fintechs – ou empresas financeiras – desenvolverem novos serviços que possam ser ofertados ao mercado. Este novo modelo baseado em APIs abertas deve facilitar a entrada de novos players e funcionar como uma oportunidade para as instituições financeiras tornarem mais rápida a oferta de novos produtos e serviços.

Foodtechs

A inovação também invadiu o mercado de comida na América Latina. O público tem buscado por opções mais saudáveis e equilibradas ambientalmente, ao mesmo tempo em que procura por experiências cada vez mais surpreendentes.

É este novo público-alvo, não restrito a vegetarianos ou veganos, que está abrindo cada vez mais espaço para as foodtechs. A chilena NotCo (presente também no Brasil e na Argentina) é um exemplo de foodtech que está mudando completamente o mercado latino-americano e já atraiu a atenção de um dos maiores e mais inovadores empresários do mundo: Jeff Bezos. O fundador da Amazon está entre os nomes responsáveis pelo aporte de US$ 30 milhões recebido pela empresa no início deste ano.

Com um portfólio de produtos que vai desde sorvete até maionese e leite, sem esquecer também do tradicional hambúrguer, a empresa conta com um grande diferencial: a inteligência artificial como aliada para criar as fórmulas perfeitas e os melhores sabores usando apenas ingredientes a base de plantas.

A América Latina segue contribuindo de forma ativa na definição do futuro. De canetas esferográficas a freios elétricos, muitas das inovações do mundo foram pioneiras na América Latina.

Agora, a inovação está ajudando a região a encontrar um novo caminho e a superar os desafios atuais. Se em 2019 as fintechs, foodtechs e outras startups conquistaram seu espaço e abriram as portas do mercado para novas soluções, em 2020 a expectativa é de que essas empresas cheguem muito mais longe.

Vale ressaltar que esses novos negócios são sempre encarados de maneira global, indo além dos limites do seu país de origem. Isso significa que esse crescimento será uma grande oportunidade para empresas brasileiras investirem ou estabelecerem relações comerciais.

Por isso, nossa dica é que você se prepare para isso. Nesse sentido, nada melhor do que se informar sobre o mercado e sobre o país com o qual pretende negociar, sem se esquecer da importância do idioma espanhol para uma boa negociação. E conte conosco nessa trajetória!

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